Saturei dos problemas, por isso não liguei e coloquei de parte. Engavetados nos ficheiros da minha vida, jurei não guardar ressentimento. Queimei mil memórias e tentei viver o momento. E assim vivo. Recordo tempos remotos em que pessoas vinham, pessoas iam. Reflecti. O mesmo se passa hoje. Hoje no dia que escrevo, já não conto com metade das pessoas que a vida me apresentou. Não aceito a desculpa que sou um anjo que poucas pessoas merecem, porque só não merecem se não derem uma oportunidade a esse anjo de voar...
Pensas em mim? Sonhas comigo? Eu penso sempre em ti.
Cansei da luz dos holofotes a iluminar um palco que não piso. Nada tenho a provar, porque já provei o suficiente a mim mesmo de que realmente sou capaz. Se não fosse, hoje não estaria aqui e provavelmente meu nome estaria esquecido. Se alguma vez esteve presente ao ponto de causar esquecimento. Há quem tente ser mais do que é, ou mostrar algo que não pode ser, eu sempre me mantive Vigilante, desde o nascer até morrer. E assim será...
Para quem escreves? Eles vão ler isso?
O ideal por vezes passava por não amar. Não sentir o amor, mas é impossível de concretizar. Não amar, o meu ser não consegue imaginar, tenho amor demais para dar. Nunca pedi, sempre dei. Mal recebi e falhei. Passo etapas e no que toca a amor estou constantemente a falhar e a ter recaídas nesta droga bem forte. Antes deixava acontecer, mesmo sabendo que ia sofrer. Actualmente estou a fazer reabilitação desta droga e tento ao máximo usar a cabeça ao invés do coração. Talvez consiga...




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