"Por mais que até tentes"

Por mais que até tentes,nunca mas nunca conseguirás apagar o meu passado!



quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Disseste-me que me deixasse levar pela fantasia. Pela ideia de estar entre os braços de alguém que não tu. Sê tu. A mulher sensual e erótica. Eu acedi e deixei-me envolver pela vontade de estar com alguém diferente daquele com quem partilho a minha cama.
Vi-me debruçada no sofá com a boca dele entre as minhas coxas. O meu suor nas suas faces. Agarrava-me com a ansiedade presa na ponta dos dedos, cravados como fogo na carne. Cabelo revolto e olhar pardo, fundido no prazer que sentia pelo prazer que me dava. De pernas enroladas no corpo dele, sentia o teu olhar cravado na volúpia da minha pele. Alucinação apenas. Entre as quatro paredes apenas eu, ele, um sofá e um tapete.
Do desejo eram os contos que me sussurrava sopros na carne. Da luxúria era o convite que os meus olhos lhe lançavam. Dentro de mim. É onde te quero. E ele veio. Com o seu desejo. Com o corpo húmido e latejante. Com a força e o poder para me subjugar ao que ambos queríamos. Entrou em mim, como quem desbrava sonhos. Tirou-me do sofá, cravada no seu corpo, elevando-me do chão, presa pelas suas mãos. Pelo movimento. Forçava em mim a vontade. Dobrava-me. Penetrava-me. Todos os meus sentidos concentrados nos corpos unidos e na volúpia do sexo.
É assim que me queres? Solta para me entregar a quem eu queira?
Entrego-me. Envolvo-me noutro corpo que não o teu. Desejo-o. Fodo-o a ele não te desejando a ti. Não pensando no teu corpo, nem na tua boca. Mas apenas nele. Porque é ele que eu quero apertado entre as minhas coxas. Debruçado nas minhas costas. Preso dentro do meu corpo. De sorriso colado na minha nuca.
Vou ser dele como ele vai ser meu. Por minutos, horas, dias. O tempo que for necessário para satisfazer o desejo de o ter. Sem pensar em ninguém. Nem em ti.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

"Eu e apenas eu"

Os olhos são como um espelho. Se realmente temos alma essa expressa-se nos olhos. Na visão do teu olhar, na tua alma bela que não se vê, nem pode tocar. Tudo está guardado. Nas palavras que permutam por entre as bocas e nos sorrisos que um olhar não esboça, mora o prazer. Este mora igualmente no tocar dos lábios e na troca que o fogo dos olhares faz. Mora em cada abraço em que o mendigo encontra a paz. A paz encontrada, num jogo de prazer.
No tocar do corpo, no gesto tímido que cada um efectua mora a cumplicidade. Expresso na confiança encontra-se o carinho que cada gesto esboça no desenho da vida. Não existe prazer se na sua base existir um sentimento. O mesmo sentimento que vejo em cada gemido, que te afoga e renova cada sentido. Pudesse o prazer ser eterno e a satisfação de uma mão que nos ampara quando o fundo não existe. Sendo cada gemido um abraço, pudesse os abraços ser gemidos.
Prazer é ter presente, é ver nos seus olhos um espelho e consequentemente cada pedaço de nós, que não conseguimos ver. Que muitas vezes não nos fazem ver. Que muitas vezes nunca chega a ser visto. E no espelho de prazer, por vezes ficamos perdidos em nosso reflexo, onde procuramos uma ida sem regresso…







É na tua essência que atinjo. Solitária busca de amor não finjo, o que envolvo na busca do prazer. Sem precisão, nem alcance, sinto-me perdida em teu corpo. Fico doida. Fico louca. Pudesse eu ser teu beijo, para te sentir molhado em meus lábios. Pudesse eu ser teu toque, para me sentir tocada por ti sensível. Pudesse eu ser o objecto do teu amor, a razão do teu prazer e o silêncio da tua dor. É em ti que me encontro e me sinto efectivamente viva. No teu orgasmo capto as palavras que se transmitem sobre gemidos e escrevo. Escrevo para que leias. Escreve para imortalizar em palavras uma memória que não quero perder. A memória de tu e eu, como um ser uno e indivisível. Um ser forte capaz de tudo… Capaz de alcançar o desejado ORGASMO.
Relembra.
Consome.
Toca e faz gemer.
Beija-me.
Excita-me.
Faz-me ceder